30 dezembro 2009

Rota 66


Foram necessários sete anos para que o jornalista Caco Barcellos conseguisse fazer a sua pesquisa sobre a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) no carro de número 66. Pessoas de todos os tipos, trabalhadores, mães de família, crianças, adolescentes, desempregados, todos faziam parte dos civis abordados pelos policiais e terminavam a sua vida da mesma maneira, com um tiro na cabeça. Com isso, o jornalista deu o nome a sua obra de Rota 66 - A história da polícia que mata.
Policiais militares matavam pessoas inocentes simplesmente por julgarem que os mesmo eram bandidos. Por serem pessoas humildes, negras e moradores de áreas mais pobres. Essas pessoas eram apontadas como ladrão, assassinos ou algum outro tipo de bandido e tinham as suas vidas interrompidas de forma cruel por policiais que se julgavam donos do mundo e da verdade. O cenário dos crimes eram sempre em lugares mais desertos onde não haveriam testemunhas para os crimes bárbaros cometidos por aqueles que se julgavam ser os "seguranças da sociedade". O cenário também é alterado para que os policiais não fossem vistos como os vilões da história, jogando a culpa sempre para as pessoas que estavam mortas. Além disso, a Polícia ainda levava os corpos para o hospital mais próximo, mesmo sabendo que eles estavam mortos, somente para constar que estavam prestando socorro à vítima.
Caco Barcellos somente conseguiu chegar a essa conclusão, que os crimes eram cometido pelos policiais, após ter a ajuda de um amigo para fazer um banco de dados de todas as histórias investigadas. Sendo assim, ele percebeu que todas as vítimas eram assassinadas com um tiro na cabeça e que nunca havia sobreviventes nos tiroteios com a polícia. O jornalista se mostra comprometido com a classe menos favorecida, mostrando seu lado humado ao desvendar crimes que eram dados como verdadeiros, por sere relatados por policiais.
Sendo assim, podemos ver que a corrupção e a ação errada da Polícia Militar vem sendo praticada não somente nos dias de hoje, mas tem suas raízes em tempos antigos. O livro mostra de forma detalhada como as vítimas eram torturadas antes de serem assassinadas, como não tinham como se defenderem, e como os policiais agiam de forma fria e calculista.

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